domingo, 11 de maio de 2008

Sinto falta.

No auge da minha esquisitisse, sinto saudade do que não gostaria de sentir.
Sinto falta do cheiro, do gosto, do som, do toque, da textura...
Da respiração ofegante, do olhar penetrante...
Nessas horas não queria ter memória, só para poder esquecer
daquilo que me faz lembrar o que não quero.
Da dor surgida, ao abrir a ferida, da lembrança que ainda não foi perdida
Então só me resta, continuar
Procurar outros olhares
Me encontrar em outros braços
E quem sabe um dia, voalá, não lembrareri mais.

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