Ainda é madrugada
Abro os olhos e já estou atrasado
Corro o mais rápido que posso
Mas quando mais rápido corro
Mas atrasado me torno
Saio de casa e o céu está num lindo
Azul nem escuro e nem claro
Sem estrelas e sem sol
Então vou em direção ao ônibus
Que como sempre está lotado
Epa! Ora de descer!
Me espremo entre as pessoas
E me atiro para fora
E o mesmo pensamento me assola:
Deve ser assim que se sente uma sardinha em lata!
Uma corridinha breve para atravessar a rua
O trânsito como sempre está um caos
Ops! Quase! Mas conseguí! Estou dentro do outro ônibus
Busão vazio, viagem longa! Hora do cochilo!
Sigo viagem numa gostosa soneca embalada
Pelos solavancos da estrada
Putz! Quem me acordou!
Abro os olhos atordoada: Justo agora que eu estava sonhando!
A paisagem mudou! Quantas pessoas entraram!
Como sempre espremidas contra sí e o ônibus.
Me pergunto como sempre: Quantas pessoas cabem mesmo
num ônibus?
Como sempre tão cheio que não posso contar
Mas com certeza menos do que tem aqui
Nem olho no relógio que é pra não me estressar
Sei que estou mais atrasado do que deveria
Pois as horas passam mais rápido do que o ônibus
Consegue andar
E a cada esquina um ponto, e a cada ponto mais gente
E a cada dia, essa rotina se repete
E eu mais uma vez sou cuspido para fora do ônibus
Quando chega minha hora de descer.
E agora começa a caminhada...
domingo, 16 de março de 2008
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